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Inteligência artificial avança nos supermercados e muda a forma de definir preços

Tecnologia permite atualização automática de valores nas prateleiras, reduz custos operacionais e levanta discussões sobre transparência e direitos do consumidor

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A inteligência artificial já faz parte da rotina de grandes redes de supermercados em diferentes países, sendo utilizada para automatizar a definição e a atualização de preços dos produtos. No Brasil, a tecnologia também começa a ganhar espaço, trazendo benefícios para o setor varejista, mas levantando questionamentos sobre os limites desse modelo de precificação.
Confira mais detalhes na reportagem de Daniela Nahas, da FM Educativa MS 104.7. OUÇA:
Grandes redes internacionais, como Walmart, Kroger e Whole Foods, já utilizam etiquetas digitais em suas lojas. O Walmart, por exemplo, pretende expandir a tecnologia para aproximadamente 2,3 mil unidades, abrangendo mais de 120 mil produtos por estabelecimento.

No mercado brasileiro, a adoção também avança. Empresas como a Selbetti Tecnologia já implementam sistemas de etiquetas eletrônicas em milhares de estabelecimentos comerciais. Segundo a companhia, 85% dos contratos fechados neste ano na área de varejo foram destinados à instalação dessa tecnologia. A expectativa é alcançar 100 lojas equipadas até o fim de 2026.

Para os supermercados, uma das principais vantagens está na eficiência operacional. A atualização automática dos preços reduz custos com mão de obra e substituição de etiquetas, além de possibilitar maior agilidade na gestão dos produtos. Estimativas do setor apontam que a tecnologia pode contribuir para aumentar a margem de lucro entre 2% e 5%.

As redes que adotam o sistema afirmam que mantêm o mesmo preço para todos os consumidores dentro de uma mesma loja, independentemente do horário da compra ou do perfil do cliente.

Apesar do avanço tecnológico, o tema ainda provoca discussões sobre transparência, práticas de precificação e proteção dos consumidores. No Brasil, esse debate está apenas começando e deve ganhar força à medida que mais supermercados incorporarem ferramentas de inteligência artificial e etiquetas digitais.

Foto: Kleber Clajus


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