Audiência de custódia em Mato Grosso do Sul com debate sobre segurança pública.
AGORA 104

Audiência de custódia: garantia de direitos ou desafio para a segurança pública?

Compartilhar
Compartilhar

A audiência de custódia é um dos temas mais debatidos quando o assunto é segurança pública e sistema de Justiça. O procedimento prevê que toda pessoa presa em flagrante seja apresentada a um juiz, em regra, no prazo de até 24 horas, para que sejam avaliadas a legalidade da prisão, eventuais irregularidades e a necessidade de manutenção da medida.

Apesar de representar uma garantia de direitos fundamentais, a audiência de custódia também gera questionamentos, principalmente quando suspeitos são colocados em liberdade pouco tempo depois de serem presos. A situação alimenta discussões sobre a sensação de impunidade, a reincidência criminal e os reflexos das decisões judiciais no trabalho das forças policiais.

Para discutir o funcionamento desse mecanismo, seus impactos na segurança pública e a necessidade de possíveis mudanças, o programa Agora 104, da FM Educativa MS 104.7, apresentado por Zilda Vieira e Leonardo Paraná, recebeu o colunista de Segurança Pública, delegado e presidente da Associação dos Delegados de Polícia de Mato Grosso do Sul (Adepol-MS), André Matsushita.

Durante a entrevista, foram abordadas questões importantes sobre o papel das audiências de custódia no sistema de Justiça brasileiro. Entre os principais questionamentos, esteve a discussão sobre se o procedimento representa uma garantia necessária ou se existem falhas capazes de comprometer o enfrentamento à criminalidade.

Outro ponto destacado foi a análise dos critérios utilizados pelos juízes para decidir se uma pessoa presa deve permanecer detida ou responder ao processo em liberdade, considerando as circunstâncias de cada caso e os requisitos previstos na legislação. A situação dos reincidentes também esteve entre os temas discutidos.

A entrevista ainda abordou os reflexos das audiências de custódia na rotina das forças policiais, especialmente diante das situações em que pessoas detidas durante operações ou investigações acabam sendo liberadas após a análise judicial.

Ao longo da conversa, também entrou em pauta a necessidade de aperfeiçoar os procedimentos, buscando conciliar o respeito aos direitos e às garantias individuais com a proteção da sociedade.

O debate reforça a importância de discutir o papel de cada instituição no sistema de segurança pública e de Justiça, além dos desafios para garantir que a aplicação da lei contemple tanto os direitos de quem é preso quanto a segurança da população.

Confira:

Foto: Rogério Medeiros

Compartilhar

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos Relacionados
AGORA 104

Documentário destaca mulheres da música autoral e independente de MS

A produção musical autoral feita por mulheres em Mato Grosso do Sul...

AGORA 104

Maria Alice e Orquestra Jovem Sesc MS apresentam concerto em homenagem a Geraldo Espíndola

A música sul-mato-grossense será celebrada em um concerto especial com a cantora...

Médico urologista explicando a relação entre disfunção erétil e doenças cardiovasculares em Campo Grande.
AGORA 104

Disfunção erétil pode ser sinal precoce de doenças cardiovasculares, alerta urologista

A disfunção erétil, frequentemente associada apenas à vida sexual ou ao envelhecimento,...

Capa do álbum histórico do Hospital São Julião de Campo Grande com mais de 530 fotografias.
AGORA 104

Hospital São Julião eterniza 85 anos de história em álbum com mais de 530 fotografias

Obra assinada pela escritora Lenilde Ramos resgata a trajetória da instituição em...