O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Campo Grande registrou aumento no número de casos de raiva em morcegos neste ano. Até o momento, já foram confirmados nove casos da doença na capital sul-mato-grossense.
A raiva é uma infecção viral grave, transmitida por meio da saliva de animais contaminados, como morcegos, e pode ser fatal. A doença pode ser contraída por mordidas ou até arranhões. Por isso, o Ministério da Saúde orienta a população a evitar qualquer contato com morcegos, mesmo quando estiverem mortos, e acionar imediatamente as autoridades sanitárias.
Apesar do temor comum, os morcegos que circulam em Campo Grande não se alimentam de sangue. De acordo com o CCZ, as espécies encontradas na cidade se alimentam de frutas e insetos.
Em entrevista à Rádio FM 104,7 Educativa, a superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), Veruska Lahdo, ressaltou a importância da prevenção. “A profilaxia antirrábica pós-exposição é realizada em casos de acidente com risco de transmissão com animais não observáveis”, afirmou.
Ouça:
A vacinação antirrábica pode ser feita nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e nos Centros Regionais de Saúde (CRSs) do município. São eles:
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UPA Santa Mônica
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UPA Moreninha
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UPA Leblon
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UPA Coronel Antonino
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CRS Tiradentes
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CRS Nova Bahia
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CRS Coophavila II
Entre esses, o CRS Nova Bahia é a unidade de referência nos casos em que há indicação para o uso do soro antirrábico. “Para indicação do soro, o profissional segue o protocolo de acidente com animais”, completou Veruska.
A Sesau reforça que, diante de qualquer acidente com morcegos, cães ou gatos desconhecidos, a pessoa deve procurar atendimento médico imediatamente para avaliação do risco e início do tratamento adequado.
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