País reaproveita quase todas as latinhas de alumínio, porém recicla apenas pequena parte dos resíduos urbanos
O Brasil se tornou referência mundial quando o assunto é reciclagem de latas de alumínio. Em 2024, o país reciclou 97,3% das latinhas de bebidas, o equivalente a cerca de 33,9 bilhões de unidades, segundo dados da entidade Recicla Latas e da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL).
O índice coloca o Brasil entre os líderes globais na reciclagem desse material e mantém uma sequência de mais de 16 anos com taxas acima de 96%.
O contraste aparece quando se observa o lixo urbano como um todo. Relatórios do setor indicam que apenas cerca de 4% dos resíduos sólidos gerados no país são reciclados, considerando materiais como plástico, papel e vidro.
Especialistas apontam que a falta de infraestrutura de coleta seletiva ainda é um dos principais gargalos. Levantamentos nacionais mostram que menos de um terço dos municípios possui sistemas estruturados de separação e coleta de materiais recicláveis.
Situação em Mato Grosso do Sul
No Mato Grosso do Sul, o cenário segue a mesma tendência. O estado produz cerca de 1.900 toneladas de resíduos por dia, segundo o Plano Estadual de Resíduos Sólidos. Em média, cada morador gera aproximadamente 800 gramas de lixo diariamente.
A coleta seletiva existe em algumas cidades, como Campo Grande e Dourados, onde cooperativas de reciclagem ajudam na triagem de materiais. Ainda assim, em muitas localidades os resíduos recicláveis continuam sendo enviados para aterros sanitários junto com o lixo comum.
Para especialistas, o exemplo da reciclagem de latas mostra que o país possui potencial para ampliar a recuperação de outros materiais. O desafio está em estruturar melhor a coleta seletiva e ampliar a participação da população na separação do lixo.
Foto: AgênciaBrasil
Deixe um comentário