Campo Grande se transformou, nesta semana, em um dos principais centros nacionais do debate sobre conservação ambiental. O Bioparque Pantanal recebeu o Congresso da Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil, reunindo pesquisadores, estudantes, gestores ambientais e profissionais ligados à fauna brasileira.
Mais uma vez, Mato Grosso do Sul ganha destaque no cenário das discussões ambientais. E não é por acaso. O estado abriga dois dos biomas mais importantes da América do Sul: o Pantanal e o Cerrado, que concentram milhares de espécies de animais e plantas.
Somente no Pantanal, são cerca de 650 espécies de aves, fator que coloca Mato Grosso do Sul em posição estratégica nas discussões sobre preservação ambiental, pesquisa científica e mudanças climáticas.
Com o tema “Um mergulho na conservação: ciência, sociedade e meio ambiente”, o congresso debateu o papel dos zoológicos, aquários e centros de pesquisa na preservação de espécies, recuperação de habitats e educação ambiental.
A abertura do evento contou com a palestra magna da bióloga Dra. Neiva Guedes, fundadora do Instituto Arara Azul. A pesquisadora relembrou o trabalho iniciado no Pantanal ainda nos anos 1990, durante a graduação, quando começou a observar a arara-azul-grande. O estudo contribuiu diretamente para reverter o risco de desaparecimento da espécie, hoje considerada um dos maiores símbolos da biodiversidade brasileira.
As pesquisas desenvolvidas ao longo de mais de três décadas também ampliaram o conhecimento sobre reprodução, comportamento e preservação dos habitats naturais da arara-azul, transformando Mato Grosso do Sul em referência internacional nos estudos voltados à espécie.
Além de especialistas da área ambiental, o congresso reuniu jovens pesquisadores e estudantes interessados em ciência, biodiversidade e conservação da fauna brasileira.
Mato Grosso do Sul abriga algumas das paisagens naturais mais importantes do planeta e também experiências reconhecidas internacionalmente na área ambiental. Receber um congresso nacional voltado à conservação reforça o papel do estado nas pesquisas científicas ligadas ao Pantanal, ao Cerrado e à proteção da biodiversidade brasileira.
O Congresso da Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil é realizado entre os dias 26 e 30 de maio, com programação voltada a pesquisadores, estudantes, instituições ambientais e profissionais ligados à conservação da fauna e dos ecossistemas brasileiros.
Confira a reportagem com Lu Pedrussi:
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