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Congresso “Mulheres que Defendem Mulheres” destaca funcionamento da Casa da Mulher Brasileira 

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O funcionamento integrado da Casa da Mulher Brasileira será um dos principais temas do 1º Congresso “Mulheres que Defendem Mulheres”, que ocorrerá neste sábado (7), das 8h às 12h30, no auditório da Adepol – Associação dos Advogados de Polícia de Mato Grosso do Sul, localizado na Rua Dr. Robson Benedito Maia, 312, no bairro Carandá Bosque.

O evento reunirá profissionais que atuam diretamente na linha de frente contra a violência de gênero para explicar, de forma prática, como funciona a rede de proteção às mulheres em Mato Grosso do Sul.

Durante o programa “Agora 104” da FM Educativa MS 104.7, a advogada e professora de Direito Civil, Direito do Consumidor e Ética Jurídica, Maria Carloto, uma das organizadoras do congresso, destacou a importância do evento. Maria Carloto também é diretora do CPAA Instituto de Ensino e escritora.

Segundo dados do Ministério Público, cerca de 90% das mulheres vítimas de feminicídio não possuíam medida protetiva ativa. Questionada sobre os motivos pelos quais as vítimas demoram para pedir ajuda, Maria Carloto apontou fatores como medo, dependência financeira e desconhecimento dos canais de apoio.

O debate também abordou experiências internacionais. Recentemente, a Itália aprovou lei que prevê penas severas, incluindo prisão perpétua, para casos de feminicídio. Sobre a aplicação de medidas semelhantes no Brasil, Maria Carloto afirmou que, embora penas rigorosas sejam importantes, a prevenção e o acolhimento das vítimas são fundamentais para reduzir os índices de violência.

A Casa da Mulher Brasileira desempenha papel central na proteção das vítimas, oferecendo acolhimento diário por uma equipe multiprofissional. O congresso irá detalhar essas ações, que envolvem atendimento psicológico, jurídico e social.

Durante o evento, será distribuída uma cartilha voltada tanto para profissionais da linha de frente quanto para as próprias vítimas. O material funciona como um guia prático, ajudando a harmonizar as rotinas de atendimento com o arcabouço normativo vigente. Segundo a organizadora, a cartilha é um recurso essencial para aprimorar a atuação dos profissionais e ampliar a conscientização das vítimas sobre seus direitos.

O congresso é direcionado principalmente a profissionais que atuam na linha de frente contra a violência de gênero, mas também é aberto a interessados no tema, que desejem conhecer mais sobre a rede de proteção às mulheres em Mato Grosso do Sul.

Confira:

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