O programa “Agora 104” da FM Educativa MS 104.7, apresentado por Fábio Madeira e Leonardo Paraná, desta segunda-feira (30), destacou os resultados da COP15 – Conferência das Partes de Espécies Migratórias, que terminou neste domingo em Campo Grande.
Segundo o governo brasileiro, a conferência resultou em novos compromissos internacionais para a proteção de espécies migratórias. Embora os relatórios e documentos finais ainda sejam divulgados em partes, já é possível identificar um consenso entre cientistas, pesquisadores e representantes de diversas nações pela maior cooperação global.
Para discutir o impacto do documento final e suas implicações para Mato Grosso do Sul, o programa conversou com Artur Falcette, secretário-adjunto da SEMDESC – Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul, e com o jornalista e especialista em análise socioambiental Sérgio Carvalho, que acompanhou a COP15.
Durante a conversa, Falcette destacou que, após uma semana de debates, o principal saldo concreto da COP15 foi o avanço em proteção de espécies migratórias e conectividade ecológica, reforçando a importância de políticas públicas que efetivamente traduzam os acordos internacionais em ações locais.
Sérgio Carvalho ressaltou que, embora os compromissos tenham sido assumidos internacionalmente, o desafio agora é transformar o discurso em prática. “Esses acordos só ganham valor quando entram no território, quando vão para o chão de fábrica”, afirmou. Segundo ele, existem dois universos de atenção: a implementação por parte dos países, que envolve políticas públicas, fiscalização e investimento, e o impacto local, já que Mato Grosso do Sul passa a ter papel estratégico, principalmente por abrigar o Pantanal e sua rica biodiversidade.
Carvalho comparou o momento à famosa frase de Carlos Drummond de Andrade: “E agora, José?”. Para ele, a principal herança da COP15 não é o fim de um debate, mas a abertura de uma pasta de responsabilidades: agora, governos e sociedade precisam transformar compromissos em ações concretas.
Em relação a Mato Grosso do Sul, o legado da COP15 se traduz em maior visibilidade e importância estratégica na agenda internacional de conservação, especialmente no que diz respeito à proteção do Pantanal e de espécies migratórias. O documento final da conferência trouxe decisões que fortalecem a cooperatividade entre países, a conectividade ecológica e medidas práticas de proteção das espécies, servindo como referência para políticas ambientais locais nos próximos anos.
Confira:
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