Na edição desta segunda-feira (18) do programa Agora 104, da rádio Educativa FM, o quadro “GPS da Economia”, com o economista Aldo Barrigosse, analisou os novos dados divulgados pelo IBGE sobre o mercado de trabalho em Mato Grosso do Sul. O destaque é a queda na taxa de desocupação, que atingiu o menor nível da série histórica, colocando o estado entre os melhores do país nesse indicador. No ranking nacional, MS aparece atrás apenas de Santa Catarina, Rondônia e Mato Grosso. Os dados podem ser conferidos neste link (AQUI).
Confira:
Apesar do avanço, os dados revelam um paradoxo preocupante: mais de 459 mil trabalhadores sul-mato-grossenses ainda atuam sem carteira assinada. A informalidade, segundo Barrigosse, fragiliza a economia a longo prazo e compromete o acesso da população a direitos básicos, como previdência e segurança trabalhista.
Outro ponto destacado pelo levantamento é a persistente desigualdade salarial. Em Mato Grosso do Sul, mulheres ganham, em média, 21,4% menos que os homens. E o cenário é ainda mais grave quando se analisa o recorte racial: pessoas brancas recebem mais de 32% a mais que pretos e pardos no estado.
Centro-Oeste em destaque
O bom desempenho de Mato Grosso do Sul acompanha uma tendência regional: o Centro-Oeste como um todo tem se destacado na geração de empregos. Segundo o economista, o resultado se deve a uma combinação de fatores, como o forte desempenho do agronegócio, investimentos em infraestrutura e aumento da atividade no setor de serviços.
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