Nesta segunda-feira (18), o Hospital São Julião, em Campo Grande (MS), celebra seus 84 anos de existência com o lançamento do documentário “Hospital São Julião: A Arte de Reabilitar Vidas”. A produção audiovisual
resgata a trajetória da Irmã Sílvia Vecellio, presidente de honra da instituição, e destaca a importância da arte, do voluntariado e da empatia no processo de reabilitação de pessoas acometidas pela hanseníase.
O evento, que acontece no Centro de Convenções Dr. Günter Hans, às 8h30, também marcará os 94 anos de vida de Irmã Sílvia, figura central na transformação do hospital desde sua chegada ao Brasil, em 1959. Na ocasião, será inaugurado o novo nome do auditório principal, que passa a se chamar Auditório Ney Latorraca, em homenagem ao ator, falecido em dezembro de 2024, que destinou parte de sua herança a três instituições filantrópicas, incluindo o São Julião.
A cerimônia contará com a presença do escritor e diretor teatral Edi Botelho, companheiro de Ney Latorraca por 27 anos, que representará o artista na homenagem póstuma.
Um hospital onde a arte cura
Dividido em três episódios, o documentário reúne imagens de arquivo, depoimentos e cenas atuais, conectando diferentes fases da história da instituição. Entre os destaques estão oficinas artísticas como a sapataria e a palhaçaria, além de obras de artistas como o escultor João Zumelho e o poeta Lino Villachá, que traduzem a proposta do hospital de transformar a dor em acolhimento e expressão criativa.
“Mais do que contar uma história institucional, o documentário busca mostrar como a arte pode ser um instrumento poderoso de cura e reabilitação social”, afirma o diretor Sérgio Carvalho, em entrevista ao Portal.
Produção e apoio
A produção é da Macro Vídeo, com coprodução da TBX Audiovisual e da Uaná Produções. O projeto conta com apoio da Lei Paulo Gustavo, por meio do Ministério da Cultura, e da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), em parceria com a Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura (SETESC).
Um legado de dignidade
Desde 1964, quando conheceu o Hospital São Julião, Irmã Sílvia dedicou sua vida a transformar o local em um espaço de dignidade para pessoas historicamente marginalizadas pela hanseníase. Sua atuação ao lado de médicos, artistas, voluntários e pacientes formou uma rede de apoio que fez do hospital uma referência nacional no combate à exclusão e no uso da arte como ferramenta terapêutica.
O diretor do documentário “Hospital São Julião – A Arte de Reabilitar Vidas”, Sérgio Carvalho conversou com a equipe do Portal. Confira:
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