Os Estados Unidos amanheceram a sexta-feira (07/11) com cenas de caos em seus aeroportos após o cancelamento de mais de 800 voos domésticos. A paralisação parcial do governo federal, que impede o repasse de verbas para algumas agências, está diretamente ligada aos cortes nas operações de tráfego aéreo. Segundo a Federal Aviation Administration (FAA), houve ordem para que as companhias reduzissem em 4% os voos em 40 dos aeroportos mais movimentados do país a partir das 6h da manhã (horário do leste americano). O corte deve escalar para 10% a partir de 14 de novembro, se o impasse persistir.
A crise começou porque o orçamento anual do governo federal não foi aprovado pelo Congresso dos Estados Unidos antes do fim do exercício. Com isso, várias agências ficaram sem recursos e servidores estão trabalhando sem salário. A FAA apontou que diante da escassez de controladores, o corte nos voos é necessário para preservar a segurança nas operações de tráfego aéreo.
Em aeroportos como os de Nova York (JFK, LaGuardia e Newark) foram registrados atrasos significativos. Os controladores de tráfego aéreo relataram que muitos estão sem pagamento, o que afeta a disponibilidade e a concentração no trabalho.
Para os passageiros, os efeitos já se espalham: além dos cancelamentos, há filas mais longas, mudanças frequentes de horário e a necessidade de verificar diretamente com a companhia aérea o status do voo. A recomendação é que viajantes se preparem para alterações e cheguem com antecedência.
O impasse orçamentário continua em Washington e, enquanto não houver acordo para liberar os recursos, a tendência é de que a situação se agrave. A FAA e o Departamento dos Transportes Norte Americano (United States Department of Transportation) emitiram alertas sobre o risco crescente de interrupções maiores no transporte aéreo.
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