Arquivo Público Estadual de Mato Grosso do Sul com documentos históricos
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Hino de Mato Grosso do Sul: 92 letras descartadas são encontradas no Arquivo Público Estadual

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O programa Agora 104, da FM Educativa MS 104,7, apresentado por Leonardo Paraná e Zilda Vieira, destacou, nesta quarta-feira (14), uma curiosidade sobre a história do Hino Oficial de Mato Grosso do Sul. Em meio às comemorações pela criação do Estado, a atração recebeu o historiador e coordenador do Arquivo Público Estadual, Douglas Alves da Silva, para revelar detalhes de um episódio pouco conhecido dos bastidores da composição do símbolo sul-mato-grossense.

Criado oficialmente em 11 de outubro de 1977, Mato Grosso do Sul foi instalado em 1º de janeiro de 1979. Na época, a escolha da letra do hino mobilizou participantes de diferentes regiões do país. No final de 1978, um concurso nacional recebeu 92 composições, mas nenhuma delas foi considerada apta pela comissão julgadora.

Com a data de instalação do Estado se aproximando e a melodia do maestro Radamés Gnattali já pronta, foi necessário encontrar uma solução em pouco tempo. Durante o recesso de Natal, os escritores Jorge Antônio Siufi e Otávio Gonçalves Gomes foram convocados para elaborar a letra oficial. O trabalho foi concluído em apenas cinco dias, dando origem à versão do hino conhecida atualmente.

Quase cinco décadas depois, as 92 composições rejeitadas voltaram a despertar interesse histórico. Os documentos, que estavam perdidos entre papéis do acervo estadual, foram encontrados em uma caixa sem identificação no Arquivo Público Estadual de Mato Grosso do Sul.

O material foi digitalizado e estará disponível para consulta pública a partir de 21 de outubro, permitindo que pesquisadores, estudantes e a população conheçam as propostas apresentadas no concurso original.

Durante a entrevista ao Agora 104, Douglas Alves da Silva poderá explicar como o público terá acesso aos documentos e quais são as possibilidades de pesquisa a partir desse conjunto histórico. O resgate também abre espaço para novas descobertas sobre a produção cultural do Estado e levanta uma questão interessante: será que alguma das letras descartadas poderá despertar o interesse de músicos e compositores sul-mato-grossenses quase 50 anos depois?

A descoberta recupera parte da memória cultural de Mato Grosso do Sul e revela que, por trás de um dos principais símbolos oficiais do Estado, existe uma história que permaneceu esquecida por décadas.

Confira:

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