A 10ª Promotoria de Justiça de Dourados ampliou sua atuação diante do avanço das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul passou a acompanhar de forma mais rigorosa as medidas adotadas para prevenção e controle, especialmente após o aumento expressivo dos casos de chikungunya.
Até o momento, Dourados já registra oito mortes pela doença, sendo a maioria nas comunidades indígenas Jaguapiru e Bororó. Diante desse cenário, o órgão intensificou o monitoramento das ações nas regiões mais afetadas.
Entre as medidas adotadas, o promotor de Justiça Amilcar Araújo Carneiro Júnior informou que foi encaminhado ofício à empresa responsável pela coleta, tratamento e destinação final dos resíduos sólidos domiciliares nas aldeias. A iniciativa considera o impacto direto do saneamento inadequado na proliferação do mosquito transmissor.
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O promotor também realizou vistoria in loco nas aldeias Jaguapiru e Bororó para verificar de perto a situação enfrentada pelas comunidades. Além disso, houve reunião na última semana com representantes da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos, da Secretaria Especial de Saúde Indígena, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e da empresa Financial Construtora, responsável pela coleta de lixo nas comunidades indígenas.
Ficou definido que o Ministério Público passará a integrar o Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado para coordenar as ações diárias após o agravamento da chikungunya no município. O objetivo é reforçar o acompanhamento das medidas e garantir sua continuidade mesmo após o período emergencial, que tem prazo máximo de 90 dias a partir de 20 de março, data de início do decreto.
Além de Dourados, considerado o epicentro da epidemia de chikungunya em Mato Grosso do Sul, os municípios de Jardim e Itaporã também decretaram situação de emergência em saúde pública devido ao avanço da doença.
Em todo o estado, já são 12 mortes confirmadas por chikungunya em 2026.
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