Quando José Antônio Pereira chegou à região onde hoje está Campo Grande, encontrou apenas mato e cursos d’água. Era o ano de 1872. O mineiro havia deixado Monte Alegre, em Minas Gerais, em busca de terras férteis no sul de Mato Grosso e, após três meses de viagem, chegou à confluência dos córregos Prosa e Segredo — ponto que marca o início da história da capital sul-mato-grossense.
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No local, Pereira construiu um rancho e iniciou o plantio de milho e arroz. Ao perceber o potencial da terra, retornou a Minas Gerais para buscar a família. Anos depois, voltou acompanhado de 11 carros de boi, gado, mudas de árvores e mais de 60 pessoas, dando origem ao arraial de Santo Antônio do Campo Grande.
Durante a longa viagem de retorno, José Antônio Pereira fez uma promessa: se todos chegassem em segurança, ele construiria uma igreja em homenagem a Santo Antônio. A promessa foi cumprida em 1878, com a inauguração da primeira igreja da cidade, erguida no terreno onde hoje está localizada a Igreja de Nossa Senhora da Abadia e Santo Antônio. Ali foram celebrados os primeiros casamentos e batizados da comunidade.
Com a chegada das famílias pioneiras, o arraial começou a se estruturar. José Antônio Pereira organizou as primeiras fazendas, abriu espaço para novos moradores e ajudou a transformar a região em um núcleo urbano em crescimento.
O que começou como um simples rancho tornou-se o coração de Campo Grande — a região central que concentra parte fundamental da história e da identidade da cidade.
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