Um relatório divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) revelou um contraste preocupante nos investimentos globais relacionados à natureza. Em 2023, o mundo destinou cerca de 33 vezes mais recursos para atividades que degradam o meio ambiente do que para a preservação e restauração ambiental.
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Segundo o estudo, mais de US$ 7 trilhões foram investidos em setores que contribuem para a destruição da natureza, enquanto apenas US$ 220 bilhões foram aplicados em proteção ambiental. Grande parte desses recursos provém do setor privado, especialmente em áreas como energia, indústria e exploração de matérias-primas. Além disso, subsídios públicos para combustíveis fósseis, agricultura intensiva e transporte poluente continuam alimentando a degradação ambiental.
O financiamento de soluções baseadas na natureza, como a proteção de florestas e a recuperação de áreas degradadas, ainda depende majoritariamente de recursos públicos. O relatório aponta que, para atingir as metas globais de clima e biodiversidade até 2030, o financiamento ambiental precisaria crescer duas vezes e meia, chegando a cerca de US$ 570 bilhões por ano.
A ONU alerta que a forma como os recursos são investidos hoje define o futuro econômico e ambiental do planeta, já que a natureza sustenta setores essenciais, como agricultura, abastecimento de água, regulação do clima e qualidade de vida da população.
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