A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) lançou um apelo público ao Congresso Nacional para que a licença-paternidade seja ampliada no Brasil. Atualmente limitada a apenas cinco dias, a entidade propõe que o benefício seja estendido para, no mínimo, 30 dias — podendo chegar a até 60. A medida, segundo os especialistas, visa garantir maior participação dos pais nos cuidados iniciais com os filhos recém-nascidos.
Em carta aberta direcionada a deputados e senadores, a SBP argumenta que o modelo atual está em desacordo com evidências científicas sobre os benefícios da presença paterna nos primeiros dias de vida. Entre os argumentos citados, estão o apoio ao aleitamento materno, o fortalecimento do vínculo familiar e o impacto positivo no desenvolvimento neurocognitivo das crianças.
A repórter Heloisa Mandetta tem mais detalhes. OUÇA:
A entidade também defende a chamada “parentalidade ativa” como estratégia de desenvolvimento humano e justiça social. Segundo o documento, diversos países já adotam modelos de licença parental compartilhada, com divisão flexível do tempo entre mães e pais. A SBP enfatiza que a licença-paternidade “não é luxo”, mas sim uma necessidade urgente.
No último sábado (9), manifestações ocorreram simultaneamente em cidades como São Paulo, Brasília, Recife e Rio de Janeiro. Os atos reuniram pais, mães e apoiadores da causa, que pedem ao Legislativo uma revisão da legislação vigente.
A proposta segue agora para análise dos parlamentares, enquanto a mobilização social busca manter o tema em destaque na agenda pública.
Foto: AgênciaBrasil
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