O preço da cesta básica de alimentos aumentou em todas as capitais brasileiras no mês de março, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB).
De acordo com a pesquisa, a alta média foi de 3,29%, o que representa a variação mais expressiva dos últimos seis meses. Em Campo Grande, o valor da cesta chegou a R$ 805,93, um aumento de R$ 17 em relação ao mesmo período do ano passado. Com isso, a capital sul-mato-grossense passou a ocupar a quinta posição entre as cestas básicas mais caras do país.
Em entrevista à FM Educativa MS à supervisora técnica do DIEESE, Andréia Ferreira, o principal fator para o aumento foi o preço do feijão, um dos itens mais consumidos pelos brasileiros. Ela também destaca que, embora leite e manteiga tenham apresentado queda em 12 meses, a tendência é de alta nos próximos meses devido ao início do período de entressafra do leite, que se estende até meados de setembro.
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Entre os poucos produtos com redução de preço, o café foi citado como um dos destaques.
Em São Paulo, onde foi registrada a cesta básica mais cara do país, o valor chegou a R$ 883,94. Com base nesse cenário, o DIEESE estima que o salário mínimo ideal para sustentar uma família deveria ser de R$ 7.425,99 — cerca de quatro vezes e meia o salário mínimo atual, de R$ 1.621.
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