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Projeto da UFMS usa tecnologia para prever enchentes em Campo Grande

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Um projeto desenvolvido pela  UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul está utilizando novas tecnologias para prevenir enchentes em Campo Grande. A iniciativa, chamada Hidroex, surgiu a partir de um projeto inicial financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, com o objetivo de antecipar riscos causados por chuvas intensas na capital sul-mato-grossense. Com o apoio do Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) e da Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia).

Em entrevista à FM Educativa MS o professor Paulo de Tarso, coordenador do projeto à época, fala sobre a iniciativa, “o apoio da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul foi essencial para a expansão da iniciativa. Com a aprovação do projeto, foi possível investir na aquisição de equipamentos de ponta”.

OUÇA:

Atualmente, o sistema já auxilia a prefeitura de Campo Grande no monitoramento das águas das chuvas. Apenas no mês de fevereiro, foram registrados mais de 300 milímetros de precipitação,  volume que não era observado há cerca de dez anos.

O Hidroex combina tecnologias avançadas, como inteligência artificial e monitoramento em tempo real, com aplicação direta no planejamento urbano. Segundo Paulo de Tarso, a equipe já desenvolve um modelo capaz de indicar, com precisão, áreas de risco de inundação antes mesmo da ocorrência das chuvas.

A expectativa é fortalecer a parceria com a prefeitura e formalizar um convênio para a manutenção de uma rede com 54 pluviômetros distribuídos pela cidade.

Mesmo após deixar a UFMS recentemente para atuar em uma universidade na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, Paulo de Tarso segue colaborando com o projeto. Pelos próximos dois anos, ele continuará orientando alunos de mestrado e doutorado da instituição.

Atualmente, o laboratório Heros está sob coordenação do professor Ênio Arriero Shinma, que dá continuidade às pesquisas ao lado de estudantes e outros especialistas.

Foto de capa: Álvaro Rezende/Secom/Arquivo

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