Acessibilidade

Servidores do TJMS recebem capacitação em audiodescrição para ampliar acessibilidade

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Servidores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) participam, nesta semana, do curso “Introdução à Audiodescrição”, voltado à promoção da acessibilidade comunicacional no âmbito do Judiciário. A capacitação acontece na Escola Judicial do Estado de Mato Grosso do Sul (Ejud-MS) e segue até esta sexta-feira (13).

Ministrado pela especialista em audiodescrição pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Maria Cândida da Silva Abes, o curso tem como objetivo preparar os participantes para compreender e aplicar os princípios básicos da audiodescrição em diferentes contextos institucionais. Entre as aplicações estão apresentações corporativas, eventos oficiais, materiais audiovisuais internos e ações de comunicação pública acessível.

Segundo a especialista, a audiodescrição no Poder Judiciário é um recurso essencial de acessibilidade comunicacional. “Ela permite que pessoas cegas ou com baixa visão compreendam ambientes, procedimentos e elementos visuais presentes em audiências, sessões e eventos institucionais”, explica.

Maria Cândida destaca ainda que muitas informações nesses espaços são transmitidas de forma visual, como a disposição das autoridades, projeções e movimentações no plenário. “A audiodescrição traduz esses elementos em linguagem verbal clara e contextualizada”, afirma.

Além de promover inclusão e transparência, a prática também está prevista na legislação brasileira. “Trata-se de um direito garantido pela Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), que assegura igualdade de acesso à informação e à Justiça para pessoas com deficiência”, ressalta a especialista.

Durante a formação, os participantes têm contato com os fundamentos da audiodescrição, suas diretrizes e marcos legais, além de técnicas iniciais de descrição objetiva, adequação de linguagem e aplicação prática em materiais utilizados no ambiente jurídico e institucional.

A audiodescrição é um recurso de acessibilidade que transforma imagens e demais informações visuais em palavras. A técnica é utilizada por pessoas com deficiência visual, pessoas com deficiência intelectual, idosos e também por pessoas com dislexia. No Judiciário, sua aplicação amplia o acesso a conteúdos, informações e experiências institucionais, contribuindo para uma Justiça mais inclusiva e acessível.

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