A reciclagem no Brasil depende fortemente do trabalho de catadores de materiais recicláveis. Estima-se que cerca de 800 mil pessoas atuem na coleta e separação de resíduos recicláveis no país. Esses trabalhadores são responsáveis por mais de 90% do material que chega às indústrias de reciclagem, segundo estudos do setor.
Desde 2010, com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, programas federais e municipais buscam incentivar a formalização de cooperativas e melhorar as condições de trabalho.
Apesar disso, grande parte dos catadores ainda atua de forma informal, sem proteção social ou renda estável.
A falta de sistemas estruturados de coleta seletiva em muitos municípios também dificulta a integração desses trabalhadores às políticas públicas.
Realidade em Mato Grosso do Sul
Em Mato Grosso do Sul, cooperativas de catadores atuam em cidades como Campo Grande, Dourados e Três Lagoas. Esses grupos fazem a triagem de papel, plástico, vidro e metais que voltam ao ciclo produtivo.
Além do impacto ambiental, a atividade representa fonte de renda para centenas de famílias. Levantamentos indicam que os ganhos mensais podem variar aproximadamente entre R$ 300 e R$ 1.700, dependendo do volume de material coletado e da organização das cooperativas.
Para especialistas, ampliar contratos entre prefeituras e cooperativas pode melhorar a renda dos catadores e aumentar os índices de reciclagem.
Foto: AgênciaBrasil
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