O Implanon, método contraceptivo de longa duração, agora será distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e passa a integrar a lista de cobertura obrigatória dos planos de saúde. A medida foi anunciada pelo Governo Federal e tem como objetivo ampliar o acesso a métodos contraceptivos seguros e eficazes em todo o país.
Em Campo Grande, o dispositivo já está disponível na rede pública. A repórter Daniela Nahas conversou com Alecsandra Fernandes da Silva, que explicou os impactos da nova política. Segundo ela, a inclusão do Implanon na lista de fornecimento do SUS representa um avanço importante para a saúde reprodutiva das mulheres, principalmente aquelas em situação de vulnerabilidade.
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O Implanon é um implante subdérmico inserido sob a pele do braço, que libera hormônios e possui eficácia contraceptiva por até três anos. Considerado um dos métodos mais eficazes disponíveis atualmente, ele é recomendado principalmente para mulheres que buscam uma alternativa de longa duração à pílula anticoncepcional.
De acordo com o Ministério da Saúde, além de prevenir gestações não planejadas, o uso de contraceptivos de longa duração também contribui para a redução da mortalidade materna — uma das metas assumidas pelo governo até 2027.
Na rede privada, o custo do Implanon varia entre R$ 2 mil e R$ 4 mil. Com a recente decisão da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o dispositivo passa a ser obrigatório na cobertura dos planos de saúde, sem cobrança adicional para as usuárias.
A previsão do Ministério da Saúde é distribuir 500 mil unidades do Implanon ainda este ano e atingir 1,8 milhão de implantes até 2026, ampliando significativamente o acesso ao método em todo o Brasil.
Foto: AgênciaBrasil
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