Com a possibilidade de formação de um fenômeno El Niño de média a forte intensidade no segundo semestre deste ano, os principais centros de monitoramento climático já alertam para um cenário de redução das chuvas e aumento das temperaturas em diversas regiões do país. Em Mato Grosso do Sul, a preocupação levou o Governo do Estado a decretar situação de emergência ambiental pelos próximos seis meses, ampliando as ações de prevenção e combate aos incêndios florestais.
Durante entrevista concedida ao jornalistas no programa “Agora 104” da FM Educativa MS 104.7, Zilda Viera e Leonardo Paraná, também participou o analista socioambiental Sérgio Carvalho, o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Artur Falcette, destacou que a medida busca preparar o Estado para enfrentar um período crítico, minimizando impactos ambientais, econômicos e sociais.
Segundo o secretário, além do reforço das equipes de combate às queimadas, o governo está intensificando ações preventivas voltadas à proteção de comunidades rurais, produtores e áreas ambientalmente sensíveis. Entre as iniciativas estão a ampliação do monitoramento por satélite, a manutenção e abertura de aceiros, o fortalecimento das brigadas de incêndio, campanhas educativas e o trabalho integrado entre órgãos estaduais, municipais e instituições parceiras.
Artur Falcette explicou que a adoção da emergência ambiental neste momento ocorre em razão dos alertas climáticos e da necessidade de antecipar medidas que permitam respostas mais rápidas e eficientes diante de eventuais focos de incêndio. De acordo com ele, a principal mensagem à população é a importância da prevenção e da responsabilidade compartilhada. O secretário ressaltou que grande parte dos incêndios tem origem em ações humanas e que a colaboração da sociedade é fundamental para evitar tragédias ambientais.
Ao avaliar a capacidade do Estado para enfrentar períodos de seca e risco de incêndios, Falcette afirmou que Mato Grosso do Sul está mais preparado do que há cinco anos. Ele atribuiu esse avanço aos investimentos realizados em tecnologia, monitoramento, capacitação de equipes, estrutura operacional e integração entre diferentes instituições. Apesar disso, destacou que os desafios permanecem significativos, especialmente diante dos eventos climáticos extremos que têm se tornado cada vez mais frequentes.
A situação de emergência ambiental reforça as restrições relacionadas ao uso e descarte de materiais vegetais em áreas sensíveis e amplia a vigilância sobre práticas que possam contribuir para a propagação do fogo. O objetivo é preservar o patrimônio ambiental do Estado, proteger a população e reduzir os impactos da estiagem prevista para os próximos meses.
Com a chegada do período mais seco do ano, as autoridades reforçam o alerta para que a população adote medidas preventivas e comunique imediatamente qualquer foco de incêndio aos órgãos competentes.
Confira:
Foto: Rogério Medeiros
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