Bicicletas elétricas, patinetes e outros equipamentos de mobilidade individual estão mudando a maneira como as pessoas circulam pelas cidades. A micromobilidade elétrica surge como uma alternativa prática para os deslocamentos urbanos, mas também impõe novos desafios à infraestrutura e à segurança no trânsito.
Em Campo Grande, a discussão ganha ainda mais relevância diante dos números da violência viária. Até outubro de 2026, a Capital registrou 60 mortes em sinistros de trânsito nas áreas urbana e periurbana, sendo 40 vítimas motociclistas.
O cenário levanta uma questão importante: como preparar a cidade para essa transformação na mobilidade sem colocar vidas em risco?
Para discutir o comportamento dos condutores, os novos meios de transporte e os desafios da segurança viária, o programa Agora 104, da FM Educativa MS 104.7, apresentado por Zilda Vieira e Leonardo Paraná, recebeu o professor doutor Renan da Cunha Soares Júnior, psicólogo do trânsito da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran).
Durante a entrevista, o especialista abordou o conceito de micromobilidade elétrica e os impactos desses equipamentos na dinâmica do trânsito. Também discutiu se Campo Grande está preparada para receber bicicletas elétricas e patinetes, quais são os principais obstáculos para a utilização desses veículos e quais regras devem ser observadas pelos usuários.
Outro ponto importante foi a regulamentação da circulação desses equipamentos, incluindo os locais permitidos para o tráfego e as situações em que há exigência de habilitação.
A conversa também trouxe uma reflexão sobre os índices de mortalidade registrados na Capital. Das 60 mortes contabilizadas até outubro, 40 envolveram motociclistas, um dado que reforça a necessidade de discutir o comportamento dos condutores, a imprudência e os riscos presentes no cotidiano das vias.
Entre os assuntos debatidos estiveram ainda os principais erros cometidos por usuários de bicicletas elétricas e patinetes, os cuidados necessários durante os deslocamentos e a importância de garantir uma convivência segura entre carros, motocicletas, bicicletas convencionais, equipamentos elétricos e pedestres.
Ao final, a discussão destacou a necessidade de avançar no planejamento urbano, na educação para o trânsito, na fiscalização e na infraestrutura viária. Mais do que incorporar novas tecnologias de transporte, o desafio de Campo Grande é construir uma mobilidade que acompanhe as transformações da cidade, priorizando o respeito, a responsabilidade e, acima de tudo, a preservação da vida.
Confira:
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