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Apreensões de medicamentos triplicam em MS e acendem alerta sobre canetas emagrecedoras

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O aumento expressivo nas apreensões de medicamentos em Mato Grosso do Sul foi tema do programa “Agora 104”, da FM Educativa MS 104.7, apresentado pelos jornalistas Fábio Madeira e Leonardo Paraná. Para falar sobre o assunto, o programa recebeu no estúdio o delegado-adjunto da Receita Federal em Mato Grosso do Sul, Henry Tamashiro.

Confira:

Segundo a Receita Federal, as apreensões de medicamentos no estado triplicaram em apenas um ano, saltando de R$ 750 mil em 2024 para R$ 2,3 milhões em 2025. De acordo com o delegado, o crescimento está diretamente relacionado à alta procura por canetas emagrecedoras, além de outros medicamentos importados ilegalmente, principalmente do Paraguai.

Durante a entrevista, Tamashiro explicou que, embora turistas brasileiros possam gastar até US$ 500 em compras no exterior, a legislação não permite que todo o valor seja concentrado em um único produto, especialmente quando se trata de medicamentos. Esses itens possuem regras específicas de importação, exigem autorização dos órgãos competentes e, em muitos casos, registro na Anvisa.

Além das canetas emagrecedoras, a Receita Federal tem identificado um aumento na apreensão de hormônios, anabolizantes, medicamentos para diabetes e produtos de uso estético, muitos deles vendidos de forma irregular pela internet e redes sociais. Segundo o delegado, a fiscalização do comércio digital envolve monitoramento, cruzamento de dados e atuação conjunta com outros órgãos de controle.

Tamashiro alertou ainda para os riscos à saúde de quem compra medicamentos fora do país ou pela internet sem procedência garantida. “A importação de canetas emagrecedoras sem registro na Anvisa é proibida justamente pelos riscos que esses produtos oferecem. Há vários medicamentos expressamente vetados pela agência reguladora”, reforçou.

A preocupação com o tema ganhou ainda mais destaque após uma ocorrência registrada nesta semana. A Polícia Civil prendeu um homem de 42 anos, em Brasilândia, por vender medicamentos emagrecedores contrabandeados do Paraguai. Segundo a polícia, denúncias anônimas apontavam a comercialização irregular de remédios estrangeiros na cidade.

Após diligências e monitoramento, os policiais abordaram o suspeito — que trabalha como motorista de ambulância — enquanto ele pilotava uma motocicleta. No compartimento do veículo, foram encontradas ampolas e seringas preenchidas com o medicamento tirzepatida, de origem paraguaia, cuja importação e venda são proibidas no Brasil.

A Receita Federal esclarece que, quando a importação não é regular e a pessoa é flagrada com a mercadoria em zona secundária, a penalidade aplicada é o perdimento dos produtos, além de possíveis sanções criminais. Importadores autorizados, por outro lado, passam por procedimentos rigorosos e assumem diversas responsabilidades legais.

Para 2026, a Receita Federal projeta manutenção ou até intensificação das fiscalizações, diante da tendência de crescimento nas apreensões e da demanda contínua por medicamentos irregulares no mercado. O órgão reforça que o combate ao contrabando é fundamental tanto para a segurança da população quanto para a proteção da saúde pública.

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