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Autorização para exploração na Foz do Amazonas provoca debate ambiental às vésperas da COP-30

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Nesta segunda-feira (27), os jornalistas Fábio Madeira e Glaura Villalba receberam, no programa Agora 104, da 104 FM Educativa MS, o colunista do quadro Ponto de Equilíbrio, Artur Falcete, para discutir a recente autorização do IBAMA para a exploração de petróleo e gás na Foz do Amazonas.

Confira:

A decisão, concedida à Petrobras há uma semana, permite a perfuração de um poço em águas profundas na região, considerada um dos ecossistemas mais ricos e estratégicos do planeta devido à sua biodiversidade e importância climática. Embora a licença seja, por enquanto, destinada apenas a fins de pesquisa, ela levou 10 anos para ser aprovada e já gera críticas acaloradas.

Ambientalistas afirmam que a medida representa um retrocesso na luta contra as mudanças climáticas, ao estimular a expansão da indústria fóssil e contribuir para o aumento das emissões de gases de efeito estufa. Especialistas lembram que cerca de 75% dessas emissões no mundo têm origem na queima de petróleo, carvão e gás.

Por outro lado, profissionais do setor de petróleo destacam a relevância econômica e estratégica da exploração. Para eles, a extração na Foz do Amazonas pode garantir o “futuro da soberania energética do país”.

A decisão acontece às vésperas da COP-30, a maior conferência mundial de mudanças climáticas, evento no qual organizações como o SOS Pantanal têm buscado reforçar a importância da preservação de áreas úmidas, incluindo o Pantanal.

Segundo informações do Ministério de Minas e Energia (MME), a região da Margem Equatorial, onde está localizada a Bacia da Foz do Amazonas, é vista como uma nova fronteira para a produção de petróleo e gás no Brasil, com potencial de se tornar um novo “pré-sal”. A geologia da área se assemelha às bacias da Guiana e do Suriname, que em 2019 tinham produção zero e, em 2023, já alcançaram 360 mil barris diários, com projeções de ultrapassar 1 milhão de barris por dia até 2027, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

A polêmica evidencia o dilema entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental, tema central nas discussões globais sobre sustentabilidade e mudanças climáticas.

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