No quadro “GPS da Economia”, do Programa Agora 104, da FM Educativa de Mato Grosso do Sul, o economista Aldo Barrigosse trouxe um alerta importante sobre o cenário econômico atual e a necessidade de reorganização financeira diante das incertezas.
Segundo Barrigosse, o Brasil enfrenta um momento delicado, com aumento das despesas obrigatórias, cortes de gastos e de pessoal, além da redução da jornada de trabalho como forma de enxugar custos. O quadro, de acordo com especialistas, aponta para um possível “apagão da máquina estatal” até 2027, processo que já estaria em curso de forma gradual.
Além dos desafios internos, as sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos têm impactado diretamente diversos setores produtivos do país, agravando o cenário de instabilidade e contingenciamento.
Frente a esse panorama, Barrigosse responde a uma das perguntas mais frequentes:
Como agir de forma inteligente e prudente em momentos como este?
Confira:
Dicas de sobrevivência financeira
O economista reforça a importância de rever prioridades e controlar os impulsos de consumo. Ele orienta que, diante da necessidade de cortar gastos, o ideal é começar por aquilo que não é essencial à sobrevivência.
“A primeira coisa que precisa sair do orçamento são os supérfluos: refeições fora de casa, compras por impulso, assinaturas que não são realmente usadas, entre outros. Tudo que não for prioridade deve ser repensado”, destaca.
Quando o assunto são dívidas, a orientação é clara:
“Dívidas com juros mais altos, como cartão de crédito e cheque especial, devem ser negociadas ou pagas o quanto antes. Se necessário, troque por uma linha de crédito mais barata, como um empréstimo consignado.”
Organização é palavra-chave
A recomendação é montar um planejamento financeiro básico, listando todas as despesas e rendimentos. A partir disso, é possível identificar o que pode ser cortado ou reduzido.
Barrigosse finaliza com um conselho direto:
“Em tempos de crise, o foco precisa ser preservar o essencial: moradia, alimentação, saúde e educação. O resto pode — e deve — ser ajustado.”
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