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Comunicação como ferramenta de respeito e combate à LGBTfobia

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O mês de maio marca a conscientização e o combate à LGBTfobia, reforçando a importância do respeito à diversidade, aos direitos humanos e à dignidade de todas as pessoas. Nesse contexto, comunicadores e veículos de imprensa exercem um papel fundamental na construção de uma sociedade mais consciente, humana e acolhedora. As palavras escolhidas, a forma de informar e até mesmo aquilo que muitas vezes é tratado como “brincadeira” têm impacto direto na reprodução ou no enfrentamento do preconceito.

A data internacional de combate à LGBTfobia é lembrada em 17 de maio, dia em que a Organização Mundial da Saúde retirou oficialmente a homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças, em 1990 — um marco histórico na luta por direitos e reconhecimento da população LGBTQIAPN+.

Apesar dos avanços, o preconceito ainda se faz presente. Dados do Dossiê do Observatório de Mortes e Violências LGBTI+ apontam que, somente em 2023, o Brasil registrou 230 mortes violentas de pessoas LGBTQIAPN+. Muitas dessas violências aparecem de forma explícita, mas outras se manifestam de maneira silenciosa, em comentários, expressões, piadas e discursos naturalizados no cotidiano.

Diante desse cenário, rádio, televisão, internet e as relações humanas do dia a dia podem — e devem — atuar como instrumentos de conscientização, acolhimento, cidadania e transformação social.

Foi justamente sobre o papel da comunicação no combate à LGBTfobia que os jornalistas Zilda Vieira e Leonardo Paraná conversaram com a especialista em comunicação Luzimar Collares, na coluna “Agora, Comunicação”, exibida no programa “Agora 104”, da FM Educativa MS 104.7.

Durante a entrevista, a colunista respondeu a questionamentos sobre a responsabilidade dos veículos de comunicação na promoção do respeito à diversidade e aos direitos humanos; sobre como a comunicação cotidiana, nas redes sociais, no ambiente de trabalho e dentro de casa, pode contribuir para combater a LGBTfobia; e também sobre as formas veladas de preconceito presentes na linguagem.

A especialista destacou que muitas violências simbólicas aparecem disfarçadas em piadas, expressões e comentários considerados “normais”, mas que reforçam estigmas e exclusões. Segundo ela, identificar esse tipo de linguagem é um passo importante para transformar comportamentos e construir ambientes mais respeitosos.

Outro ponto abordado foi o Pajubá, um conjunto de expressões e códigos linguísticos criado e difundido principalmente pela comunidade LGBTQIAPN+, especialmente por pessoas trans e travestis. Mais do que uma forma de comunicação, o Pajubá se tornou uma ferramenta de resistência, identidade cultural e proteção, surgida em contextos de exclusão social e violência.

Confira:

Imagem gerada por IA

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