Como parte do protagonismo na agenda global de conservação, o Estado sediou, neste domingo (22), o Segmento de Alto Nível que antecede a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS).
Nesta segunda-feira (23), têm início os debates técnicos que reúnem cientistas e representantes de diversos países para discutir estratégias de proteção das espécies migratórias. As reuniões acontecem na chamada Blue Zone, espaço oficial da Organização das Nações Unidas (ONU), organizado por eixos temáticos.
Para analisar a importância deste primeiro momento do evento, o jornalista e analista socioambiental Sérgio Carvalho destaca que o início de uma conferência desse porte vai além das formalidades.
“O primeiro dia de uma COP não é só protocolo, é posicionamento. É agora que começa o movimento das peças no tabuleiro, como em um jogo de xadrez, afirma.
Segundo ele, este é o momento em que os países sinalizam suas prioridades e estratégias para a semana de negociações.
“É quando se observa quem lidera, quem se alinha e quais temas ganham prioridade. É a partir daqui que começa a se desenhar o que pode virar acordo ao final da conferência”, explica.
Carvalho ressalta ainda que o evento é estruturado sobre três pilares principais: a ciência, que fundamenta as discussões; os acordos políticos, que viabilizam decisões entre os países; e o setor econômico, que, embora mais discreto, exerce influência significativa nos rumos das negociações.
“Existe a base científica, os acordos políticos e um segmento mais sutil, mas decisivo, que é o econômico. Esse conjunto torna o processo complexo e bastante dinâmico”, completa.
A programação teve início no domingo (22), com a cerimônia oficial de abertura, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do presidente do Paraguai, Santiago Peña, da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, e do governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel.
Fotos: Ministério do Meio Ambiente
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