O endividamento das famílias campo-grandenses voltou a subir em novembro e já alcança 66,9% dos lares da Capital, segundo levantamento divulgado pelo Instituto de Pesquisa da Fecomércio de Mato Grosso do Sul. Ao todo, 219.707 moradores declaram possuir algum tipo de dívida.
O estudo também revela aumento no número de consumidores que afirmam não ter condições de pagar os débitos em atraso. O percentual passou de 13,6% em outubro para 14,4% em novembro, sinalizando piora na capacidade financeira das famílias.
A economista do instituto, Regiane Dedé de Oliveira, explica que a combinação de alta dos juros, perda de renda e maior uso do crédito tem pressionado o orçamento das famílias. Segundo ela, esse cenário contribui para o avanço do endividamento e para a dificuldade de quitação das contas.
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Apesar disso, a especialista ressalta que, quando controlado, o endividamento pode ser considerado saudável. “Quando as contas são pagas regularmente e permanecem sob controle, o crédito contribui para a dinâmica da economia”, afirma.
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Regiane também destaca que o fim de ano é um período oportuno para o consumidor reorganizar o orçamento, renegociar dívidas e planejar as despesas para 2025.
O levantamento aponta ainda que o cartão de crédito segue como o principal responsável pelo endividamento em Campo Grande, representando 68% das dívidas das famílias.
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