O envelhecimento não significa o fim da vida sexual. Pelo contrário, muitas pessoas continuam mantendo relacionamentos afetivos e uma vida sexual ativa após os 60 anos. Apesar disso, a prevenção ainda é frequentemente associada aos mais jovens, o que pode contribuir para a falta de informação, a baixa adesão ao uso de preservativos e a demora na realização de exames.
Mas por que as ISTs têm ganhado espaço nas discussões sobre saúde da população idosa? Como identificar possíveis sinais de infecção e, principalmente, quais medidas podem evitar a transmissão?
Para abordar o tema, o programa Agora 104, da FM Educativa MS 104.7, apresentado por Zilda Vieira e Leonardo Paraná, recebeu o colunista do quadro ” Saúde e Bem Estar”, médico geriatra Dr. Marcos Blini, que discutiu os desafios da prevenção, do diagnóstico e do tratamento das infecções sexualmente transmissíveis na terceira idade.
Durante a entrevista, um dos pontos levantados foi a percepção equivocada de que pessoas idosas não mantêm uma vida sexual ativa. Essa visão pode dificultar tanto o diálogo com os profissionais de saúde quanto a identificação de situações de risco.
O especialista também foi questionado sobre os fatores que explicam a presença de casos de sífilis e HIV nessa faixa etária e se o cenário está relacionado ao aumento real das infecções ou também à melhoria dos processos de diagnóstico e notificação.
Outro aspecto importante é a identificação dos sintomas. Em pessoas idosas, algumas manifestações podem ser confundidas com outras condições de saúde relacionadas ao envelhecimento, o que exige atenção dos profissionais e uma avaliação adequada para evitar diagnósticos tardios.
A entrevista também destacou o papel do geriatra e dos serviços de saúde na orientação, na realização de testes e no incentivo às medidas preventivas. Além disso, o diálogo com familiares e parceiros é fundamental para combater o preconceito e o constrangimento que ainda cercam a sexualidade na terceira idade.
A principal mensagem é que a prevenção não tem idade. O acesso à informação, o uso de preservativos, a realização de exames e o acompanhamento médico são cuidados essenciais para garantir qualidade de vida, autonomia e saúde sexual também depois dos 60 anos.
Confira:
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